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Conheça e entenda a PSORÍASE

03.08.2018

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele e das articulações, autoimune, de base genética, que se expressa de várias formas clínicas. No Brasil, acredita-se que 1% da população seja acometida, podendo ocorrer em qualquer idade.

Manifesta-se, na maioria das vezes, por placas avermelhadas e descamativas, bem delimitadas, que coçam ocasionalmente, em áreas de traumas constantes na pele – cotovelos, joelhos, pernas, couro cabeludo e região lombar. O tamanho e o número das placas são variáveis, podendo ocorrer acometimento de toda a pele e, em alguns casos, também das unhas.

Existem, ainda, outros padrões clínicos, como psoríase invertida, seboríase, em gotas, eritrodérmica, pustulosa, psoríase da infância e artropática.

Além da artrite, as doenças classicamente relacionadas com psoríase são: a doença de Crohn, a uveíte, os distúrbios psiquiátrico-psicossociais e a síndrome metabólica como um todo e seus componentes isolados (hipertensão, obesidade, diabetes tipo II e dislipidemia, especialmente em quadros mais graves). Essas associações, verificadas especialmente nos casos de psoríase moderada a grave, são significativamente maiores que as encontradas na população geral.

Entre os fatores desencadeantes/agravantes estão: trauma, luz solar, infecção, medicamentos (lítio, antiinflamatórios não hormonais, beta-bloqueadores), estresse, tabagismo, álcool e fatores endócrinos (alterações hormonais).

O diagnóstico de psoríase é baseado na história, quadro clínico e, nos quadros menos típicos, no exame histopatológico (biópsia).

O tratamento da psoríase depende da forma clínica da doença, da gravidade e extensão, da idade, sexo e das condições do paciente em relação à saúde geral. Também deve ser levado em conta o que a psoríase representa no comprometimento da qualidade de vida do doente. Às vezes, quadros clínicos mais localizados podem ser responsáveis por comprometer vários aspectos da vida do paciente, se situados, por exemplo, nas mãos, nos genitais e na face. A doença pode ser percebida como estigmatizante pelo indivíduo que se sente envergonhado e rejeitado pelo outro. Pode apresentar impacto significativo nas relações sociais, na autoimagem e na autoestima, de forma bem diversa das doenças não dermatológicas. Ou seja, o tratamento deve ser individualizado para cada doente. Como regra, deve-se esclarecer ao doente a não contagiosidade, além de norteá-lo sobre a possibilidade de controle, os esforços na pesquisa de novos tratamentos, o benefício da exposição solar, o prejuízo da manipulação e a escoriação das lesões.

Os quadros leves, sem comprometimento da qualidade de vida, podem ser tratados apenas com medicações tópicas. Estas costumam ser utilizadas também como adjuvantes da fototerapia ou da medicação sistêmica (tradicional e imunobiológicos).

Conclui-se que a psoríase é uma enfermidade crônica, frequente e multissistêmica. Está associada ao risco de síndrome metabólica e de doença cardiovascular e causa sérios prejuízos sociais e psicológicos para o paciente e familiares. O controle adequado da doença promove a reabilitação social do paciente, melhorando a capacidade de trabalho, além de, provavelmente, diminuir o risco de comorbidades.

Você sabe o que é FIBROMIALGIA?

03.08.2018

Dores que não passam? Cansaço fora do comum e dores nas articulações recorrentes? Exames e diagnósticos imprecisos? Talvez seja a hora de conversar com seu médico sobre fibromialgia.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada pela ocorrência de dor musculoesquelética generalizada crônica, ou seja, dores nos músculos, articulações, tendões e outros tecidos de partes moles, na ausência de processos inflamatórios articulares ou musculares. Está diretamente ligada à fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça, depressão e ansiedade. Alguns estudos apontam que essa síndrome é causada por descontrole de como o cérebro processa os sinais da dor, gerando um processo anormal. Sua causa não é completamente definida, mas alguns fatores podem estar associados, como: genético, infecções por vírus, traumas físicos, doenças autoimunes e hábitos de vida. É a segunda doença reumática mais comum, perdendo apenas para a artrose.

A fibromialgia tem distribuição universal, não havendo diferenças raciais, de cor ou condição socioeconômica. Acomete todas as faixas etárias, porém é mais frequente entre 25 e 65 anos, com pico em torno dos 50 anos. As mulheres são as mais acometidas, representando 90% dos casos. Os exames laboratoriais e de imagem apresentam muitas vezes normais, por isso o diagnóstico é feito clinicamente, e às vezes as dores podem ser diagnosticadas como fantasiosas.

O tratamento se da pela união de medicamentos e cuidados não medicamentosos, com o objetivo de controlar os principais sintomas. Algumas medidas para diminuir as dores são essenciais, como: reduzir estresse diário, dormir bem, praticar exercício físico de baixo impacto regularmente e preservar um estilo de vida saudável. Infelizmente não há cura para fibromialgia, mas é importante conhecer e procurar o médico em caso de sintomas, para obter esclarecimento e iniciar o tratamento adequado, garantindo a melhora da função global do paciente e qualidade de vida.

Dra. Camila Zubeidi Teixeira

13 dicas para combater a Doença do Refluxo Gastro-esofágico

24.07.2018

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E esôfago é um órgão tubular que liga a garganta ao estômago. No seu final há uma espécie de válvula (esfíncter) que abre para a passagem do alimento e se fecha depois, impedindo que o conteúdo gástrico volte. O refluxo acontece quando essa válvula não funciona bem.

Quando isso acontece, vem logo a sensação de queimação e azia, que pode chegar até a garganta, às vezes até com suco gástrico e restos de alimentos (regurgitação). Esses sintomas são comuns quando comemos excessos. Porém, se for muito frequente, prejudicando o dia-a-dia da pessoa e sua qualidade de vida, precisa ser averiguada.

Algumas pessoas podem apresentar sintomas atípicos, como tosse, rouquidão, pigarro e dor no peito, que podem relacionar-se ao refluxo.

A DRGE é uma doença crônica. Há cura das lesões esofágicas, mas não a causa da doença. Por isso sempre é importante um acompanhamento médico periódico para controlar as lesões e prevenir a recorrência dos sintomas tanto com cuidados gerais e/ou com medicação. Alguns casos, quando não tratadas, poder surgir complicações, como sangramento, inflamação crônica, estreitamentos, úlceras e até câncer de esôfago.

Fique por dentro de algumas medidas vão te ajudar muito no controle e prevenção da Doença do Refluxo Gastro-esofágico (DRGE):

  1. Mastigue bem os alimentos, comendo devagar e em ambiente tranquilo;
  2. Fracione sua dieta, comendo mais vezes ao dia (a cada 3 horas) e em menores quantidades; faça 3 refeições principais e pequenos lanches nos intervalos;
  3. Coma menos no período noturno, pois é quando a digestão é mais lenta;
  4. Diminua o consumo de gorduras, por elas deixam a digestão mais lenta, favorecendo o refluxo;
  5. Evite o consumo de bebidas alcoólicas e gasosas;
  6. Não fume, pois o cigarro pode piorar a função do esfíncter;
  7. Diminua o consumo de alimentos e bebidas de teor ácido, como molhos industrializados e frutas mais cítricas (limão, laranja e abacaxi);
  8. Alguns alimentos ou bebidas deixam a válvula mais “preguiçosa”, como chocolates, café, chás escuros (preto, mate, etc.) e condimentos fortes;
  9. Espere pelo menos 2 horas para deitar após uma refeição;
  10. Evite fazer esforço físico com estômago cheio, pois o aumento de pressão no abdome pode desencadear sintomas;
  11. Controle de peso – o excesso de gordura corporal, principalmente em abdome pode piorar os sintomas, por pressionar o estômago;
  12. Evite uso de roupas apertadas;
  13. Pessoas que acordam com refluxo a noite podem melhorar ao elevar a cabeceira da cama com um calço de 10-15 cm do chão.

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